Macrodrenagem avança em Campinas, mas chuvas exigem limpeza de galerias e reduzem ritmo das obras

Foto Divulgação

As obras da terceira etapa da macrodrenagem do Quadrante Sul, no bairro Campinas, avançaram nesta quarta-feira (2), com a instalação de aproximadamente 43 metros de galerias de concreto de 2 metros por 2 metros. O andamento dos serviços, no entanto, vem sendo impactado pelas chuvas registradas na última semana e no início desta semana.

Três galerias instaladas acumularam areia devido às condições provocadas pelas chuvas e estão sendo limpas manualmente pelos trabalhadores, com o uso de pás, para permitir a continuidade da execução. O terreno também permanece bastante encharcado, dificultando o deslocamento de máquinas e o ritmo dos serviços.

O secretário de Infraestrutura, Júlio Cesar da Silva, explica que a intervenção é considerada complexa em razão das diferentes situações encontradas durante a execução. Além das condições climáticas, as equipes precisam trabalhar com atenção redobrada devido à presença de redes de gás e da Celesc na área.

Outro desafio encontrado no mês passado foi uma antiga tubulação desativada da Casan, que precisou ser retirada para possibilitar o avanço da obra. “É uma obra complexa, que envolve diversas variáveis. Encontramos essa tubulação desativada da Casan, temos a questão do vazamento de água e ainda precisamos trabalhar com muito cuidado por causa das redes de gás e da Celesc. As intempéries também interferem no andamento dos serviços”, destacou o secretário.

Até o momento, os trabalhos executados a partir da Avenida Presidente Kennedy incluem a instalação e o aterramento de cerca de 43 metros de galerias de concreto, cada uma com dimensões de dois metros por dois metros.

A terceira etapa teve início em julho e representa um investimento de R$ 1,2 milhão. O projeto prevê a implantação de 131 metros de galerias de concreto na Avenida Marechal Castelo Branco, entre a Avenida Presidente Kennedy e a Rua Victor Meirelles, seguindo em direção ao Ginásio de Campinas.

Durante vistoria técnica, o engenheiro da Secretaria de Infraestrutura, Nardi Arruda, acompanhou os trabalhos e destacou que a instalação das primeiras galerias marca uma nova fase da execução do projeto. “Estamos implantando estruturas de grande porte que irão aumentar significativamente a capacidade de escoamento das águas da chuva. Esta é uma obra estruturante, planejada para solucionar um problema histórico de alagamentos em Campinas e beneficiar toda a região”, afirmou.

A nova rede será integrada às demais galerias previstas no projeto de macrodrenagem, formando um sistema capaz de conduzir o fluxo das águas até a região da Beira-Mar de São José. Os serviços são executados em trechos de aproximadamente 20 metros, permitindo o avanço gradual da instalação das estruturas.

Trânsito segue com alterações

Com a continuidade das obras, permanece interditado o acesso à Avenida Marechal Castelo Branco pela Avenida Presidente Kennedy. O trânsito local está liberado apenas para os veículos que acessam a via pela Rua Victor Meirelles.

A secretária de Segurança, Defesa Social e Trânsito, Andréa Luiza Grando, informou que a sinalização foi implantada para orientar os motoristas e garantir a segurança dos pedestres durante a execução dos serviços. Uma passagem protegida também foi instalada ao lado da área de intervenção.

“A orientação é para que os motoristas utilizem as ruas paralelas e façam o contorno da área em obras. A sinalização foi reforçada e preparamos uma passagem segura para os pedestres”, explicou.

Conforme os trabalhos avançarem, o trânsito será reorganizado e, em etapas posteriores, poderá operar em meia pista, reduzindo os impactos na mobilidade. A execução ocorre de segunda a sábado, com prazo estimado de até 90 dias para a conclusão desta terceira etapa.

Após a conclusão desta fase, será iniciada a quarta etapa, entre a Rua Victor Meirelles e a Rua Margarida de Abreu. Na sequência, a quinta fase prevê a implantação de tubulações de um metro de diâmetro nas ruas Victor Meirelles e Margarida de Abreu, interligando os demais sistemas de drenagem existentes e ampliando a capacidade de escoamento das águas em toda a região.